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Imaginário coletivo de profissionais da saúde de unidade de terapia intensiva em relação a pacientes com comportamento suicida

GUIMARÃES, Jéssyca Borges. Imaginário coletivo de profissionais da saúde de unidade de terapia intensiva em relação a pacientes com comportamento suicida. 33 f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2024. 

Disponível em: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/43739 

Objetivo: O suicídio é um fenômeno humano complexo, universal e representa um grande problema de saúde pública em todo o mundo. Nosso objetivo foi investigar o imaginário coletivo de profissionais da saúde de uma Unidade de Terapia Intensiva acerca do paciente com comportamento suicida. Neste estudo qualitativo participaram 18 profissionais de diversas categorias de uma Unidade de Terapia Intensiva de um Hospital de Clínicas. Métodos: Realizamos entrevistas individuais e como uma estratégia facilitadora foi utilizado o Procedimento de Desenhos-Estórias com Tema (D-E com Tema). A partir da interpretação e análise psicanalítica dos resultados, foram identificados três campos de sentidos: (1) “O não se encontrar”; (2) “A fala como um tabu” e (3) “Clima pesado”. Resultados: Os resultados obtidos demonstraram que o imaginário coletivo dos participantes ainda é permeado por estigmas e tabus, o que proporciona uma dificuldade no cuidado e um despreparo emocional ao se tratar de pacientes com comportamento suicida. Os profissionais de saúde percebem o paciente com comportamento suicida como um sujeito perdido e em grande sofrimento. Alegam também não se sentirem aptos e preparados para este tipo de cuidado, ressaltando um despreparo para a escuta desses sujeitos que tentam suicídio. Percebemos uma prevalência nos cuidados biológicos e físicos e a existência de estigmas e preconceitos relacionados ao contexto da saúde mental. Conclusões: Tal pesquisa traz reflexões acerca da assistência ainda muito limitada, no modelo biomédico predominante e da necessidade de capacitações e campanhas que estimulem o diálogo acerca da saúde mental a fim de mudar perspectivas e auxiliar os profissionais de saúde a se sentirem mais seguros e capazes. Percebeu-se também a existência de um sofrimento e de uma falta de espaço de fala dos profissionais que são subjacentes às condutas técnicas, o que desperta uma necessidade de um olhar mais cuidadoso e sensível para a equipe de saúde.

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