BARCELOS, T. F.; AIELLO-VAISBERG, T. M. J. Experiência emocional de adolescentes que sofreram perda de coetâneos. Anais da XII Jornada Apoiar: A Clínica Social – Propostas, Pesquisa e Intervenções, p. 213–221. São Paulo: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 2014.
Resumo: A presente comunicação teve como objetivo refletir sobre os achados de uma pesquisa qualitativa que focalizou a da morte acidental de uma adolescente, antecedida por um período de aproximadamente três meses em estado de coma, pondo em relevo as repercussões emocionais, entre coetâneos. Justifica-se pelo fato de que mortes de adolescentes por causas externas (como acidentes e homicídios) se configurarem como um problema de saúde pública e adquirem contornos peculiares quando ocorrem em contextos de precariedade social. Tais mortes correspondem a fenômenos complexos e multifacetados, que geram efeitos não apenas sobre famílias, escolas, instituições e sociedade, mas também sobre o grupo de convivência próxima. Percebemos que, a partir do uso do Procedimento de Desenhos-Estórias com Tema (D-E com Tema), em entrevista grupal, este tipo de perda tende a ser significada como indício que fortalece crenças na impossibilidade de futuro favorável e esperançoso.