Procedimento-de-desenhos-estórias-com-tema

“Louco sim, drogado não”: o imaginário de profissionais da saúde mental

SIMÕES, C. H. D.; BARCELOS, T. F.; OLIVEIRA, D. O. F. de; VISINTIN, C. D. N.; AIELLO-VAISBERG, T. M. J. “Louco sim, drogado não”: o imaginário de profissionais da saúde mental. Interação em Psicologia, v. 27, n. 1, 2023.

Disponível em: https://dx.doi.org/10.5380/riep.v27i1.79722

Resumo: Considerando que as práticas clínicas se baseiam tanto em conhecimentos científicos como em crenças e valores nem sempre conscientes, este estudo objetivou investigar o imaginário coletivo de profissionais de saúde mental sobre o paciente psiquiátrico, na perspectiva da psicologia psicanalítica. Justifica-se, portanto, pelo interesse em aperfeiçoar a qualidade do atendimento, tendo em vista tanto o benefício dos pacientes, como a melhoria das condições de exercício profissional. A partir de entrevista psicológica coletiva, articulada ao redor do uso do Procedimento de Desenhos-Estórias com Tema (D-E com Tema), abordamos sete profissionais de nível superior, que trabalham em equipamento de saúde mental. A consideração do material permitiu a produção interpretativa de dois campos de sentido afetivo-emocional: “Sofredores psicóticos” e “Impostores dependentes”. O quadro geral apresentou a coexistência de visões solidárias e éticas diante do psicótico, com visões preconceituosas e hostis em relação ao dependente químico. Esse contraste se baseia sobretudo na dificuldade de se perceber que a base motivacional do uso da droga seria o sofrimento emocional. Como um todo, esse cenário permitiu pensar que a reforma psiquiátrica gerou transformações que promovem acolhimento, mas ainda permanecem estigmas a serem superados.

Walter Trinca Copyright 2019 – Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por BAUM Marketing