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O imaginário coletivo de mães sobre a maternidade: considerações iniciais

GALLO-BELLUZZO, S. R.; FERREIRA-TEIXEIRA, M. C.; SAMPAIO, C. de M.; BASAGLIA, J.; GONZÁLEZ, M. R.; MONTEIRO, T. C.; AIELLO-VAISBERG, T. M. J. O imaginário coletivo de mães sobre a maternidade: considerações iniciais. Anais da XIII Jornada Apoiar: Cuidado e Prevenção em Saúde Mental – Propostas e Pesquisas, p. 387–399. São Paulo: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 2015.

Disponível em: https://serefazer-aiellovaisberg.psc.br/wp-content/uploads/2024/09/2015-O-IMAGINARIO-COLETIVO-DE-MAES-SOBRE-A-MATERNIDADE-CONSIDERACOES-INICIAIS-1.pdf

Resumo: O objetivo desta pesquisa foi investigar psicanaliticamente o imaginário coletivo de mães sobre a maternidade. Justifica-se tanto pelo fato do cuidado das crianças ser considerado, em nossa sociedade, como atribuição materna, como pelo fato da busca por atendimento psicológico infantil ser muito frequente, especialmente na clínica-escola. Organizamos a investigação distinguindo, metodologicamente, procedimentos investigativos de configuração, registro e interpretação do encontro com as participantes. Realizamos entrevistas individuais com 8 mães de classe média baixa, usando o Procedimento de Desenhos-Estórias com Tema (D-E com Tema) como recurso facilitador. Elaboramos, após cada encontro, narrativas transferenciais que, consideradas conjuntamente com os desenhos e as estórias, permitiram a produção interpretativa de um campo de sentido afetivo-emocional, denominado “Sempre devendo…”. Esse campo pôde ser definido como um mundo vivencial que se constitui a partir da crença de que as mães se sentem na obrigação de atender às inúmeras e infindáveis necessidades dos filhos, mas não conseguem fazê-lo. Esse quadro revela mulheres preocupadas em serem boas mães, mas que vivenciam sofrimento em decorrência das renúncias que fizeram para poder cuidar de seus filhos e por se sentirem sós e desamparadas nas tarefas materna e doméstica. Provavelmente, esse é um fenômeno contemporâneo, decorrente da sobrecarga de trabalho que conjuga responsabilidade quase exclusiva pela parentalidade e pelas tarefas domésticas, além das dificuldades enfrentadas pela mulher no mundo laboral. 

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