O Procedimento de Desenhos-Estórias como instrumento empregado no contexto do depoimento especial: reflexões sobre a violência sexual na adolescência

SILVA, Amanda Carollo Romssi; ABRÃO, Jorge Luís Ferreira.
O Procedimento de Desenhos-Estórias como instrumento empregado no contexto do depoimento especial: reflexões sobre a violência sexual na adolescência.
In TARDIVO, L.S., L.P. Cury; RIBEIRO, R.K.S.M. e SCORTEGAENA, S.A.
Métodos projetivos nos contextos de avaliação psicológica. Vol. 2.
São Paulo: Hogrefe, 2025, págs. 91–109.

Resumo: Observou-se que o uso do D-E, aliado à entrevista, apresenta-se como um sinalizador interessante, no sentido de subsidiar a manifestação técnica quanto à participação da criança ou do adolescente em audiência. Compreendeu-se que os examinandos, que se engajam na atividade e demonstram um movimento de elaboração durante o D-E, teriam disponíveis recursos emocionais para realizarem o relato da violência no momento da oitiva judicial. Considerando os devidos limites da utilização do instrumento, identificou-se também, por seu intermédio, o favorecimento do rapport entre o examinado e o profissional, o que pode vir a contribuir para que a experiência do público infantojuvenil no Judiciário, durante a participação na entrevista prévia e, posteriormente, no depoimento especial, seja percebida como acolhedora, protetiva e não revitimizante. Tal como o estudo de Ana Maria Trinca (2003), que inspirou o desenvolvimento da presente pesquisa, ao aplicar o D-E em atendimentos psicológicos abreviados, em situações mobilizadoras de intensa angústia, identificou-se que o uso do procedimento durante a entrevista preliminar a uma oitiva judicial pode trazer benefícios tanto para o público atendido – a depender de seus recursos internos – quanto para o profissional.

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