Procedimento de desenhos de família com estórias

A representação familiar de crianças que vivenciaram o processo de adoção em diferentes configurações de família

ALVES, J. R. A representação familiar de crianças que vivenciaram o processo de adoção em diferentes configurações de família. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Uberaba (MG).

Disponível em: http://bdtd.uftm.edu.br/bitstream/tede/548/5/Dissert%20Jessika%20R%20Alves.pdf


Objetivos: Compreender a perspectiva da criança que experiencia o processo de adoção acerca da representação familiar e o amadurecimento emocional destas crianças. Métodos: Um estudo baseado na revisão integrativa da literatura sobre o desenvolvimento emocional da criança que vivenciou o processo de adoção, que analisou 16 artigos fundamentados pela perspectiva winnicottiana e datados com o período de 2006 e 2016 nas plataformas LILACS, PePSIC e SciELO. E um estudo de caso coletivo e exploratório que contou com a participação de cinco crianças e seus respectivos pais adotivos. As crianças realizaram o Procedimento de Desenhos de Família com Estórias e participaram de sessões lúdicas e de investigação sobre os desenhos. Um ou ambos os pais adotivos participaram de uma entrevista semiestruturada. Resultados: A revisão integrativa da literatura revelou que apesar de a criança ter sofrido privações ou abandonos pela família de origem, os pais adotivos possuem o papel de facilitar o desenvolvimento emocional saudável da criança adotada. Além disto, a literatura fundamentada na perspectiva winnicottiana evidenciou a importância de o ambiente ofertado pela família adotiva ser minimamente satisfatório. O segundo estudo evidenciou que todas as crianças testaram o amor de seus pais adotivos, que todas as crianças precisaram de tempo para adaptarem-se à nova família e que a família adotiva precisa conversar com a criança sobre a família de origem, além de ofertar um ambiente acolhedor para favorecer o desenvolvimento emocional. A autora ressalta que os pais adotivos devem estar atentos às necessidades e ao possível sofrimento das crianças adotadas, que são distintos das crianças comuns, e aponta o acompanhamento psicológico como um fator que pode auxiliar o desenvolvimento de uma relação recíproca entre os pais e o filho adotado.

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